domingo, 8 de fevereiro de 2015

8 de Fevereiro

Querida mãe.
É domingo. Para nós, isso pouco importa. Fatiamos o tempo de uma forma diferente dos outros. Não temos mais regras, não temos mais horários.

Mas hoje foi domingo. Soube a domingo. Choveu quase o dia todo e estivemos sempre em casa. Comemos, dormimos, vimos séries, fizemos uma outra palhaçada... Simples. E a chuva tem um poder incrível. A água, de uma forma geral. Aqui, a chuva faz-me estar mais perto da Europa. Torna as coisas mais iguais. A paisagem é mais homogénea!




















Saímos de casa. Tinha vontade de comida chinesa. Encontrámos um restaurante e decidimos tentar. Escolhemos os típicos rolinhos primavera para entrada (esses nunca falham) e para prato principal arriscamos no "frango trovão com arroz frito". Não imaginas o que vem para a mesa! Não imaginas!!!






















Uma travessa enorme de um arroz... Mas era um arroz queimado... Como quando te esqueces da panela ao lume...
Depois, o empregado pega numa tigela gigante, a ferver, e deita um molho de tomate com frango e camarão sobre esse arroz. Estava muito, muito, mau. Provei um pouco do frango a parecia plasticina. O arroz era incomestível. Ficámos a olhar um para o outro atordoados sem saber o que fazer. Nunca me tinha acontecido. Mandaríamos aquilo para trás com que argumento? Nós só riamos! Pedimos para levar e demos a um sem abrigo.

Acabámos por ir a um indiano com mais dois casais de amigos e escolhemos só o que conhecíamos. Foi como se não tivéssemos saído dos rolinhos primavera!

Deito-me agora sobre um domingo que soube a domingo.

Sei que o dia será chato amanhã mas escrevo-te por aqui... E acho que vou deixar as coisas quotidianas e voltar à poesia para te embalar na semana terrível que aí vem!

Abraço-te, querida mãe!

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